cover
Tocando Agora:

Areal Fm 87,7

Uma Rádio Feita para você !

Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis

Direção admite falhas na alimentação de hospital em Petrópolis A alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Petrópolis, na Região Ser...

Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis
Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis (Foto: Reprodução)

Direção admite falhas na alimentação de hospital em Petrópolis A alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, foi tema de uma audiência realizada nesta quinta-feira (10) na 4ª Vara Cível. Durante a sessão, representantes da unidade confirmaram que o ovo foi a única proteína servida aos pacientes e profissionais por cinco dias devido a uma dívida da Prefeitura com a empresa responsável pelo fornecimento de proteínas. A audiência foi realizada após uma denúncia encaminhada à Justiça, que apontava que o ovo era a única proteína oferecida no hospital. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Durante a sessão, a nutricionista da unidade, Vanessa Wendling, afirmou que a situação ocorreu entre a quarta-feira (01) da semana passada e o domingo (05). “A questão do cardápio servir como proteína principal apenas ovo alguns dias, sinalizo que foram apenas os últimos 5 dias que anteciparam aquela data. Porquê realmente, estavam sem outra opção de proteína no estoque. Como carne bovina, frango e peixes”, disse a nutricionista Vanessa durante a audiência. Segundo a nutricionista, informação que foi confirmada pelo diretor do Serviço Autônomo do Hospital Alcides Carneiro, Luiz Cruzick, e pela Secretária Municipal de Saúde, Clarissa Rippel, a empresa responsável pelo fornecimento das proteínas interrompeu as entregas porque a Prefeitura estava em débito com o fornecedor. O diretor do Sehac informou que o repasse foi feito na sexta-feira (3) da semana passada, mas que os insumos chegaram ao hospital apenas na segunda-feira (6). “Com relação ao fornecimento de ovo para o hospital e unidades, corroboro com a fala da Vanessa, foram servidos por 5 dias. E já na sexta fizemos os repasses para a empresa, para que ela pudesse logisticamente fazer a entrega das proteínas faltantes”, disse o presidente do SEHAC durante a audiência. Na audiência a administração financeira do SEHAC afirmou que há atualmente um débito de R$437 milhões, onde R$58 milhões são apenas com fornecedores. Também foi discutida a denúncia sobre alimentos estragados encontrados na unidade pelo vereador Léo França (PT), que encaminhou o caso à Justiça. A direção do hospital afirmou que uma equipe técnica fiscaliza diariamente os mais de 50 quilos de alimentos hortifrúti armazenados na unidade. Segundo a administração, os produtos encontrados ainda não haviam passado por essa fiscalização e, por isso, não seriam oferecidos aos pacientes. “No dia da vistoria, ao passar pela área da salada, onde constavam as caixas de tomate, foi verificado, conforme o registro, um tomate com sinal de bolor. Porém, antes de qualquer preparo é realizado a seleção do hortifrúti, para assim ser consumido”, esclareceu a nutricionista da unidade. O juiz da 4ª Vara Civil, Jorge Luiz Martins, classificou a situação como "gravíssima" e afirmou que o caso viola os direitos subjetivos do cidadão. Na audiência o Ministério Público recomendou que o hospital registre diariamente, por meio de fotografias, os alimentos oferecidos aos pacientes e colaboradores. E essas imagens deverão ser anexadas aos arquivos da unidade, juntamente com os cardápios, para comprovar quais alimentos são servidos. Audiência na Justiça sobre alimentação oferecida em Hospital de Petrópolis Anna Beatriz Thomás