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Mulher que agonizava em UPA de Teresópolis é transferida após decisão judicial, e filha se emociona: 'Está lúcida e sem dor'

Carolina Moura pede que a mãe, Mara Lúcia Moura, seja transferida com urgência para um hospital especializado Arquivo pessoal Uma paciente em estado grave, q...

Mulher que agonizava em UPA de Teresópolis é transferida após decisão judicial, e filha se emociona: 'Está lúcida e sem dor'
Mulher que agonizava em UPA de Teresópolis é transferida após decisão judicial, e filha se emociona: 'Está lúcida e sem dor' (Foto: Reprodução)

Carolina Moura pede que a mãe, Mara Lúcia Moura, seja transferida com urgência para um hospital especializado Arquivo pessoal Uma paciente em estado grave, que agonizava há quase um mês na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, foi transferida para o Hospital São José, da rede privada, após determinação da Justiça Federal. Mara Lúcia Moura, de 52 anos, tem um tumor de Pancoast, localizado na parte superior do tórax. Segundo a filha, Carolina Moura, a medicação na UPA não fazia mais efeito, deixando a mãe em estado de sofrimento. Nesta segunda-feira (26), ela disse ao g1 que Mara já fez uma tomografia e fará novos exames de imagem ao longo desta semana. "O rosto dela está corado, em um dia no hospital. Está no CTI, mas está falando, está lúcida, sem dor e conseguindo se alimentar. Ela disse que eles dão vitamina, torradinha com geleia, comidinhas legais para repor", contou a filha. A transferência para uma unidade particular, em caso de ausência de vaga na rede pública, constava no texto da decisão do juiz César Manuel Granda Pereira. A ordem foi assinada às 15h31 de sexta-feira (23), com prazo de 24 horas para o cumprimento. A transferência só ocorreu na noite de sábado (24), por volta das 23h. Filha luta por vaga para mãe com tumor grave em Teresópolis Justiça determina transferência de mulher que agoniza em UPA de Teresópolis: 'Minha mãe está morrendo, gemendo, remédios não fazem efeito' 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Agora no g1 O g1 tenta saber o motivo da demora para a transferência de Mara para um hospital e quando a paciente foi incluída no sistema de regulação do estado. Mas, até a última atualização desta reportagem, ainda aguardava essas informações da Prefeitura de Teresópolis e da Secretaria de Estado de Saúde (confira os posicionamentos já obtidos ao final do texto). Carolina lembrou da reação da mãe ao saber que a transferência finalmente ocorreria. "Quando me viu, ela não acreditou e disse: 'Você conseguiu!'. Eu respondi: 'Mãe, a gente conseguiu'. Então, ela fez um coração com a mão. Estou muito feliz", relatou a filha. O g1 aguarda retorno da Prefeitura de Teresópolis e da Advovocacia-Geral da União (AGU) sobre o caso. Abaixo, seguem as respostas já enviadas. O que dizem os órgãos Secretaria de Estado de Saúde "A Secretaria de Estado de Saúde informa que a paciente Mara Lúcia Maia de Moura tem transferência autorizada para o Hospital São José, em Teresópolis. A transferência da paciente é de responsabilidade da unidade solicitante", disse o Estado, sem responder sobre o motivo da demora para autorização da transferência. Câmara Municipal de Teresópolis Procurado pelo pelo, o presidente da Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal de Teresópolis, Dudu do Resgate, disse "já encaminhou a demanda à Secretaria Municipal de Saúde, buscando os esclarecimentos e as providências necessárias". "Ressaltamos que o sistema de regulação e transferência de pacientes para unidades hospitalares é de responsabilidade da rede reguladora competente, no âmbito estadual, conforme o fluxo aplicável ao caso. A Comissão manifesta sua preocupação com o estado de saúde da paciente e espera que sua transferência ocorra com a maior brevidade possível, garantindo-lhe o atendimento adequado", disse em nota, afirmando que a Câmara Municipal de Teresópolis "permanece aberta e à disposição de toda a população teresopolitana para receber demandas e atuar, dentro de suas atribuições institucionais, na busca de soluções para as necessidades da sociedade". Defensoria Pública "A sra. Carolina Moura, filha de Mara Lúcia Moura, procurou atendimento da Defensoria Pública do Rio de Janeiro nesta sexta (23), pois, até então, era representada por uma advogada particular, que ingressou com uma ação postulando transferência hospitalar na Justiça Federal. Devido à propositura dessa ação, não há medida a ser tomada, por enquanto, pela Defensoria Pública".